quarta-feira, 15 de julho de 2009

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Quando toco a tua face...

Quando toco a tua face, meu amor

Sinto a força do amanhã

A magia feita leve

O teu coração de neve

Que um dia, derreterá...

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Escrevo...




Escrevo...

Escrevo gestos, pensamentos
Escrevo versos, ideias, paisagens
E escrevo dias, horas, escrevo vidas

Escrevo...
As palavras por dizer
Sentimentos à deriva
Escrevo sóis, escrevo luas
Jardins, prados e ruas
E uso as palavras nuas
Pra descrever amores


Escrevo alegrias, escrevo tristezas
Em catadupas saindo
Escrevo a raiva, escrevo a dor
Até as pétalas de uma flor...
E o som de uma criança rindo

Só não escrevo sobre a dor
De alguém que está caindo

Rasgo as palavras com a escrita
Grito a minha desdita
De sofrer o teu amor

Um dia
Quando a minha mão se recusar
Quando não mais conseguir escrever
Só então gravarei
Em estradas de luz
No etéreo pensamento
Tudo quanto quiz escrever
Da importância do momento

E desenharei em pormenor
Em contrastes de maga luz
O trejeito do teu olhar
Tua face tranquila
A suavidade do teu falar

A silhueta do teu rosto
Teu corpo quente, de Agosto
O quanto me levaste a amar

Escrevo e rescrevo
Tudo quanto eu senti
Desde o dia em que te vi...


Al

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Uma tarde, como outra qualquer...






· Ao fundo, uma dezena de enfunados veleiros deixam esteiras de prata e luz sobre as águas, de um azul escuro profundo...



Gaivotas esvoaçam tontas, rasando a superfície do mar, intimidando os invasores, que se desdobram em tarefas, libertando treliças, cabos, aproveitando o máximo do vento amigo que os há-de levar a bom porto - e a uma muito almejada taça.

Farrapos de algodão disfarçado de nuvem, espalham-se pelo azul do céu, enquanto junto à linha do horizonte, de mãos dadas com as águas, uma faixa rósea antevê longínquas paragens, muito para além do que a vista possa alcançar.


Acabo o café e, muito displicentemente, pego na "sweat-shirt", nas chaves do velho desportivo e ponho-me a caminho de casa: rai's partam as tarefas domésticas!!!

Al, Novembro

Silêncio


SILÊNCIO


Silêncio

Noite prenhe
De ideias que aparecem
E logo se desvanecem

Silêncio

Prenhe de riqueza
Ideais de beleza

Tempos que hão-de vir?
De um futuro desejado
De um porvir
De angústias banhado

Silêncio

De mágoas que já lá vão
De eternas recordações de verão
De odores e sons
E promessas e vazios
Tão grandes, de rios

De lágrimas e mar imenso
Raivas! De amor intenso

Silêncio...

Que mais, senão sentir?



sexta-feira, 7 de novembro de 2008

de repente








...E de repente apeteceu-me
Olhar a lua e as estrelas
E segurando a tua mão
Apontar para elas
- Sentar-me no chão
Contar-te os meus segredos
Partilhar os meus medos

E apeteceu-me voar
Para uma praia sem nome nem tempo nem lugar
E sentir-me "gente"
- tudo isso eu senti
No momento em que te vi...

Al, (sem data conhecida)

http://www.youtube.com/watch?v=0ult1yTqcXU

(Imaginary day, Pat Metheney)



Esperança




P'las encostas da minha vida
Sopram ventos de tristeza
Passam nuvens de solidão
Recordações de fugida
Uma vida em turbilhão

P'las encostas da minha vida
Corre lava incandescente
Sangue, néctar, dia-a-dia
Rios loucos de euforia
Projecto de vida diferente

P'las encostas da minha vida
Solto cavalos de esperança
Dou largas à imaginação
Choro, rio, sonho espaços
Suspito, amo, sofro abraços
Sem contar, acordo no chão

P'las encostas da minha vida
Há flores, caminhos e regatos
De calor e paixão feitos
E luares, e noites belas
De tanto deixarem sequelas
Ao amor colocam defeitos

P'las encostas da minha vida
ainda encontro sol, a brisa, o mar
- refrescante, esse teu olhar!
Um dia, 'inda hei-de amar
Alguém que não de fugida...


Al
(Wagner - Die Walküre Act 3 - Ride of the Valkyries)